A TDK do a-ha

Quando eu era moleque, gostava tanto de ler que chegava a ter conta na banca de jornal da rua, pegava lá as revistas e meu pai acertava no fim do mês. Um dia, quando fui resgatar a saudosa BIZZ, o jornaleiro perguntou:

– Você gosta de música, né? Eu tô gravando umas fitas K7 em casa pra fazer uma grana extra, tô com a lista de aqui, quer dar uma olhada?

Estamos em 1988. O vinil ainda reinava e o CD era uma novidade cara, a gente se virava gravando coletâneas em fitas pra ouvir no 3 em 1 da sala, no toca-fitas do carro ou no walkman, o avô do iPod. Peguei o cardápio do Leopoldo, o jornaleiro, e escolhi a novidade do momento: Stay On These Roads, terceiro álbum de estúdio do a-ha, lançado em maio daquele ano. Além da faixa-título, o disco trazia Touchy!, The Living Daylights (trilha do 007) e a irresistível You Are The One. No lado B, Leo gravou outros sucessos do grupo norueguês: Hunting High And Low, Cry Wolf e, claro, o megahit Take On Me. Aquela TDK A-60 era uma paulada, literalmente gastei de tanto ouvir.

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Em 89 a banda veio ao Brasil, acabei não indo ao show. Em 91, fez uma das apresentações mais comentadas do Rock in Rio 2, mas eu já metido a guitarrista só queria saber do Guns. Corta pra 2010.

Quando vi nas livrarias o DVD The Final Concert lembrei na hora da minha fita cassete, a tracking list era praticamente a mesma! Assisti no mesmo dia de cabo a rabo e lamentei nunca ter visto a banda ao vivo; como o som era legal, como o Morten Harket cantava bem. E os outros caras, Paul e Magne, ao contrário do que a gente achava nos anos 80, tocavam de verdade. Mas a redenção veio mesmo em 2016.

Num almoço pra falar sobre PARIS PARIS e os próximos livros, meu editor disse que a Faro Editorial estava trazendo a biografia do cantor do a-ha para o Brasil e perguntou se eu gostaria de escrever a apresentação do livro. Topei na hora, disse ainda que por coincidência – ou não – os Soundtrackers estavam ensaiando “The Living Daylights” para o “momento 007” do show e tal. Mais uma vez lembrei do K7, revi o DVD e o download do texto foi quase imediato, saiu numa tacada só.

My Take On Me. O título é ótimo e a edição tá caprichadíssima, com capa dura, poster encartado e álbum de fotos no miolo. Meu texto tá lá na chamada quarta capa, com um destaque que eu não merecia. Mas agora me sinto menos mal em ter subestimado os caras, de certa forma retribuí os momentos bacanas que a coletânea do Leopoldo me proporcionou.

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Em tempo: acho que até hoje meu pai não sabe que pagou a fitinha no fim do mês junto com as revistas. Ops, agora ele sabe. Ahá!

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A coxinha renegada

Vinha eu subindo a Teodoro Sampaio a pé no fim da tarde, como faço quase todo santo dia, quando fui interpelado por um morador de rua – acho eu – pedindo comida em frente à uma lanchonete na esquina da minha rua:

– Moço, paga alguma coisa pra eu comer?

Respondi:

– Putz, tô sem dinheiro aqui…

E ele, já adaptado aos novos tempos, emendou:

– Passa o cartão!

Aí lembrei que o café de um amigo ali perto, o Dona Flor – que aliás recomendo – tava quase fechando e fui lá resgatar um salgado pra matar a fome do pedinte. Entrei, catei a última coxinha do balcão e voltei na esquina. Quando entreguei, ouvi a seguinte pérola:

– Ah, moço… fritura não, tô ruim de saúde.

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Deixei a renegada iguaria no parapeito e disse: bom, se o senhor não quiser comer, não come. Ele ignorou e seguiu pedindo dinheiro pro cara que vinha atrás de mim. Sei não, acho que vou começar a andar com um cardápio à tiracolo pra eventualidades como essa. Vai que na próxima o sujeito é vegano ou tem intolerância ao glúten. Por onde andam os sem-teto raiz? Hahaha, mereço.

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E o restaurante? É massa!

– Mas e o restaurante?

Vira e mexe me perguntam do Soundtrackers Cafe nas redes sociais, o bar temático da banda inaugurado em 2014. Funcionou assim por quase 2 anos, mas com a chegada da crise meu sócio e eu resolvemos mudar o conceito e trocamos os burgers pelas massas, virou MADONA – cozinha italiana. Isso já faz um tempinho, mas como estava em fase de teste não fiz alarde, agora que o negócio entrou no esquema resolvi comunicar.

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Tem lasanha, penne, spaghetti. Tem também um buffet maravilhoso de antepastos com linguiça, provolove, azeitonas e sardela. Fora os pratos do dia: strogonoff e bife à parmeggiana são campeões! Rola uma vitrine apetitosa de sobremesas com o famoso “pudim do Gera” e também duas geladeiras lotadas de sorvetes La Basque, aquele que você toma desde o início dos anos 80: Chocolate Choc Chip, Doce de Leite, Vanilla. Ah, e a novidade são as pizzas de panela nas noites de quinta e sexta!

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Então anote aí os horários de funcionamento: de segunda à quarta, do meio-dia às 16h. Quintas e sextas, do meio-dia às 23h, com música ao vivo eventualmente. Sábado, aquele dia especial com a feirinha da Benedito Calixto em frente, do meio-dia às 20h. E no domingo é o descanso da rapaziada. Sim, costumo aparecer bastante. E sim, vou fazer um som de vez em quando. Portanto, apareça pra fazer uma selfie e provar  aquela massinha esperta. E você também pode reservar o espaço para aniversários e eventos!

Praça Benedito Calixto, 94 – Pinheiros – tel: (11) 3083-2416

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Le Coq et le français

Enquanto escrevo este post Zico está em Údine, sendo homenageado. Aproveitou a viagem onde cobriu a Champions pro EI e deu uma esticada até à comuna italiana na região de Friuli. O Galinho jogou por lá entre 83/84, onde foi a sensação do campeonato com seus incontáveis gols de falta; os arqueiros do calcio não sabiam mais o que fazer pra evitar que a bola entrasse na forquilha. Zico foi vice-artilheiro, fez o gol da primeira vitória da modesta Udinese em cima da poderosa Roma, e claro, virou ídolo.

Ou seja, virou lá o que sempre foi aqui, ídolo de muitos, de rubro-negros e agregados. Outro dia mesmo publiquei no Instagram uma foto dele descalço, envergando a 10 num Maracanã às escuras, atendendo aos torcedores depois do tradicional Jogo das Estrelas. Se eu não tivesse visto e fotografado, talvez não acreditasse na imagem: Zico dando uma volta olímpica no estádio assinando camisas e tirando fotos, isso uma hora após o fim da partida. Incrédulo, pensei em voz alta e alguém respondeu:

– Ah, todo ano ele faz isso.

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Pois essa semana o Galo aprontou de novo. Como você deve saber, lancei o guia PARIS PARIS no fim do ano passado, e ao menos uma vez por ano passo uns dias na cidade luz por conta do livro e afins. Acabei fazendo amizades por lá, com brasileiros e franceses. Ao lado do hotel onde sempre fico em République tem uma loja de esportes bem bacana, a NSH Football. Fiquei amigo dos vendedores e a gente começou a se seguir no insta. No perfil do Thomas Bregy, alucinado por futebol e torcedor do Olympique, só fotos com craques internacionais que visitam a boutique parisiense.

Zico, a caminho de Paris pra comentar o chocolate do PSG no Barça, postou uma foto lendo o livro no avião. Thomas viu, curtiu e me chamou no direct fazendo um pedido:

– Vous pouvez trouver l’hôtel où est Zico maintenant à Paris? Juste pour prendre une photo avec lui….

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Traduzindo: ele queria saber onde o Galo ficaria hospedado e aparecer no hotel pra tirar uma foto. Eu disse que ia tentar, mas que não poderia garantir nada porque nessas viagens de cobertura a turma fica numa correria danada e coisa e tal. Chamei o homem no Whatsapp e veio a resposta:

– Manda ele vir às 10h45, pois tenho uma reunião aqui no hotel às 11h.

Passei o recado e acabei esquecendo. No dia seguinte, à noite, bolinha vermelha no direct do insta outra vez. Mensagem do Bregy, com uma foto em anexo:

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– Merci encore mon ami pour ton aide! À bientôt sur paris!

Era ele dizendo: “mais uma vez obrigado pela sua ajuda, meu amigo! Espero vê-lo em breve em Paris!”. Respondi: de nada, agradeça ao cara da foto, que desceu do quarto 15 minutos mais cedo só pra fazer a foto contigo.

Com carinho, Zico.

 

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Por que? Quando? Onde?

Atualmente, respondo 3 perguntas todo santo dia nas redes e nas ruas. São elas:

Por que você saiu do Resenha? Quando volta pra ESPN? Onde te vejo na TV?

As duas primeiras são retóricas, vamos pular. Já dei entrevista, fiz post, o escambau. A terceira é legítima e respondo com prazer: ainda não sei. Já conversei com algumas, mas o negócio rola devagar e o mercado anda esquisito; nessa época do ano tudo acontece num andamento “larghissimo” como se diz na música, extremamente lento.

Um almoço aqui, outra reunião acolá. E o baile segue numa cadência pré-carnavalesca. Ainda me abordam pra falar do 5 Discos, aí explico que foi cancelado mas segue reprisando aos domingos até não sei quando. “Ah, que pena… era muito legal!”. Agradeço e ouço na sequência o inevitável “bota no Youtube” como se fosse coisa simples, mas não é bem assim que a banda toca. A estrutura que era montada aqui em casa não custa barato, e também não tô a fim de piorar o produto. Como diria Fernando Barbosa Lima, “cavalo de raça a gente mata com um tiro na testa”. Bum, acabou. Ou vai pra outro canal, ou vira uma lembrança gostosa.

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Em compensação, o rádio prova que continua sendo o veículo mais rápido: tô praticamente acertado com uma emissora, só falta assinar. Já cansei de dizer por aí que adoraria fazer rádio, agora parece que vai, e vai em grande estilo. Sempre que vou a algum programa radiofônico saio com vontade de participar com mais regularidade, o que tá bem próximo de acontecer. Sim, devo ancorar uma atração, mas não posso dar detalhes agora. Nádegas a declarar, ativo ouvinte.

Web pode pintar também, direto de alguma redação. Entradas diárias e ao vivo, boleiragem pura. O projeto é muito bacana e inovador, se rolar promete ser uma experiência bem interessante. Conversas adiantadas, o martelo pode ser batido em breve, bola na marca da cal esperando o juizão apitar.

Fora isso tem aquela série de Londres baseada no LONDON LONDON, o guia que lancei pra conhecer a cidade de metrô. Material todo gravado e parcialmente editado, no aguardo do patrocínio encantado, meio platônico, que flerta mas não chega junto. Já o PARIS PARIS va bien, vendeu 1.000 exemplares em 3 meses, melhor você garantir o seu antes que acabe. Sim, pode virar série de TV também. Bientôt.

Mas e a banda? Os Soundtrackers completam 9 anos agora em julho, estão nos planos um novo CD de estúdio e um DVD ao vivo, além de uma lojinha virtual com toda sorte de cacarecos que você quiser comprar. Shows especiais em teatros devem rolar, no mais agenda no site. E tome trilha.

Tá tudo muito bom, tá tudo muito bem, mas realmente… Quando você volta pra TV? A qualquer momento, em edição extraordinária, tô querendo. É apenas um intervalo, sou um bicho televisivo, daqui a pouco a gente volta. Nossos comerciais, por favor!

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Daqui a pouco a gente volta?

Minha TL do face tá lotada de fotos de amigos que deram uma ou várias entrevistas pro Jô. Mas essa história não tenho pra contar, porque nunca sentei no sofá do Gordo, apesar de ter sido convidado.

Em maio 2014 eu tava cheio dos projetos, tipo ex-BBB: Bate-Bola bombando às vésperas da Copa, banda rolando, restaurante temático da banda sendo inaugurado, livro novo sendo lançado. Minha assessoria de imprensa na época ligava avisando:

– Você vai no Jô pra falar da carreira e os Soundtrackers vão junto!

Putz, perfeito. Era o combo ideal, entrevista e musical no final. O melhor dos mundos. Aí começa a troca de e-mails com a produção, é foto antiga pra cá, DVD pra lá. Um deles ainda tenho guardado aqui:

Oi, Rodrigo,

Você pode me mandar as fotos neste email. Ah! Você tem como conseguir aquele vídeo seu e do Zico na ESPN? Em caso positivo, será que dá pra me mandar em MP4? Ou num disco? Outra coisa: durante a entrevista o Jô gosta de pedir umas palhinhas. Preciso que me mande o nome de umas duas (com cerca de um minuto, no máximo) pra eu incluir no roteiro. Vou te confirmar mais pra frente se o Willem vai fazer um musical inteiro com vocês.

Obrigada. Beijos. Tatiana”

Lá pelas tantas, rolou a famosa ligação da pré-entrevista. Por baixo 40 minutos ao telefone falando da vida, contando possíveis histórias interessantes e passagens engraçadas. Ao final do papo, um aviso normal:

– Vamos parar durante a Copa. Quando terminar, a gente volta a se falar e marca a data.

Dia 13/07/2014, Alemanha 7 x 1 Brasil. Dia 25/07/2014, Jô dá entrada no Sírio Libanês com infecção pulmonar. Mal o Gordo tinha voltado a gravar, foi pro estaleiro. Ficou 22 dias internado, fora de combate. A internet, claro, começou a especular e a boataria rolou solta. Jô chegou a dizer com o habitual senso de humor:

– A minha internação rendeu, morri várias vezes.

O Gordo voltou mais magro, um tanto abatido, com um fiapo de voz. Logo depois vieram as férias, pararam de gravar e eu perdi a vez, a fila andou. Até hoje guardo no envelope timbrado da Globo um DVD que mandei e foi devolvido quase um ano depois: a ideia era rodar um trecho do dia em que eu entrevistei o Jô para o saudoso Vitrine, em 2008, quando o apresentador comemorava 20 anos de sofá.

O gancho era o lançamento do CD “Remix em Pessoa”, onde ele declamava poesias de Fernando Pessoa ao som da trilha do meu amigo Billy, tecladista da Blitz. Jô me atendeu numa exclusiva depois da coletiva, estava visivelmente cansado, e eu ali meio pressionado com a responsa de entrevistar o entrevistador. E logo de cara, não sei se por sorte ou azar, rolou isso aqui.

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A lembrança que vou guardar é essa, sentado de frente pro Jô, mas do  outro lado do balcão. Fazendo perguntas ao invés de responder. E enquanto ouvia as respostas, lembrava do Viva o Gordo, do Veja o Gordo, do Jô Soares Onze e Meia, do Programa do Jô. Lembrava que aquele era o sujeito que teve peito de largar um humorístico consagrado e trocar de emissora pra realizar o sonho de fazer o primeiro talk-show da TV brasileira. E fez como ninguém, outro igual não vai ter. Tem que estudar na Suíça, morar no Copacabana Palace, contracenar com Oscarito, ser pioneiro em stand up, publicar livros, dirigir peças, trabalhar como jornalista, estrelar programa de humor e, além disso tudo, entrevistar qualquer um. Quem se habilitar, ganha um beijo do gordo. José Eugênio has left the building. Mas será que volta?

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29/11

“Estou, ao mesmo tempo, aliviado por estar fora do ar no momento e angustiado, porque se no ar estivesse poderia me solidarizar mais”. Publiquei isso mais cedo nas redes sociais, foi um desabafo. E sigo nesse dilema. Como eu acho que a gente escreve melhor do que fala, optei pelo post aqui no blog ao invés de uma live no face. Sim, estou falando da tragédia que ceifou quase um elenco inteiro em plena ascenção.

Praticamente virei a noite acompanhando a cobertura, ou o que os colegas conseguiram fazer à distância em plena madrugada com informações desencontradas. Estava indo dormir quando li a notícia:

“Avião que levava o time da Chapecoense faz pouso forçado na Colômbia”.

Daí virou queda, falha elétrica, falta de combustível. Falavam em 10 sobreviventes resgatados, nada de mortos. Depois, eram 5 retirados com vida dos destroços e “pelo menos” 25 mortos. Cochilei, acordei. Foi amanhecendo e o tamanho do estarrecedor evento se revelou: 75 mortos de 81 a bordo. Até o goleiro Danilo, resgatado com vida, não resistiu. De repente, o tal pouso forçado se transformou no maior desastre aéreo esportivo do mundo. Comecei a pensar nos colegas embarcados: PJ, Victorino, Mário Sérgio… e tantos outros. Caio Júnior, um lord, técnico moderno e boa praça que tanto entrevistei no “Bate-Bola”. A ficha começou a cair, as lágrimas também.

 

A cada homenagem que assistia, chorava mais um pouco. Liverpool, Zidane, Barça, Benfica. Tenistas argentinos, Bauza, Guns, Wembley e Allianz Arena vestidos de verde. Passei o dia desse jeito, grudado na TV e na internet, dando RT e trocando mensagens com os colegas tão atônitos quanto eu. Não me lembro de um dia assim, e olha que quando perdemos Senna e os Mamonas a barra foi pesada. Aí lembrei do WTC em 2001, que cheguei a cobrir daqui pela TV Cultura, mas o sumiço da Chape doía mais. Por quê?

Pelos colegas, talvez. Poderia ter sido qualquer um, afinal os times a imprensa passam as semanas  viajando de um lado pro outro. Mas não era “só” isso, o buraco era mais embaixo. Finalmente, o que era pra ser óbvio e ululante veio à tona: depois de 5 anos de ESPN, pertenço ao futebol. Foram 4 temporadas de BBs diários dividindo o espaço com os comentaristas e chamando os repórteres nos links espalhados pelo país. Aí veio o “Resenha”, mais um ano convivendo de perto com o jogadores e aprendendo os códigos de vestiário, o modus operandi da boleirada, ganhando a confiança de antigos ídolos.

Sendo parte da turma, o naipe do sofrimento começara a fazer todo sentido. A galera do avião era mais próxima do que eu imaginava, quase uma família. Definitivamente, entendi que, por mais que eu siga com a música e afins, não posso deixar o futebol. Trajano, sem saber, reacendeu a chama do garoto que colecionava PLACAR, virou amigo do Zico e foi reprovado na peneira do Fla. O dilema passou; eu não tava aliviado, e sim angustiado mesmo. Não sei quando e nem onde, mas vou voltar pra esse negócio aí. Dizem que não é só futebol, e não é mesmo. O que a gente viu nesse 29/11 vai muito além.

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#ForçaChape 

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