Por que? Quando? Onde?

Atualmente, respondo 3 perguntas todo santo dia nas redes e nas ruas. São elas:

Por que você saiu do Resenha? Quando volta pra ESPN? Onde te vejo na TV?

As duas primeiras são retóricas, vamos pular. Já dei entrevista, fiz post, o escambau. A terceira é legítima e respondo com prazer: ainda não sei. Já conversei com algumas, mas o negócio rola devagar e o mercado anda esquisito; nessa época do ano tudo acontece num andamento “larghissimo” como se diz na música, extremamente lento.

Um almoço aqui, outra reunião acolá. E o baile segue numa cadência pré-carnavalesca. Ainda me abordam pra falar do 5 Discos, aí explico que foi cancelado mas segue reprisando aos domingos até não sei quando. “Ah, que pena… era muito legal!”. Agradeço e ouço na sequência o inevitável “bota no Youtube” como se fosse coisa simples, mas não é bem assim que a banda toca. A estrutura que era montada aqui em casa não custa barato, e também não tô a fim de piorar o produto. Como diria Fernando Barbosa Lima, “cavalo de raça a gente mata com um tiro na testa”. Bum, acabou. Ou vai pra outro canal, ou vira uma lembrança gostosa.

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Em compensação, o rádio prova que continua sendo o veículo mais rápido: tô praticamente acertado com uma emissora, só falta assinar. Já cansei de dizer por aí que adoraria fazer rádio, agora parece que vai, e vai em grande estilo. Sempre que vou a algum programa radiofônico saio com vontade de participar com mais regularidade, o que tá bem próximo de acontecer. Sim, devo ancorar uma atração, mas não posso dar detalhes agora. Nádegas a declarar, ativo ouvinte.

Web pode pintar também, direto de alguma redação. Entradas diárias e ao vivo, boleiragem pura. O projeto é muito bacana e inovador, se rolar promete ser uma experiência bem interessante. Conversas adiantadas, o martelo pode ser batido em breve, bola na marca da cal esperando o juizão apitar.

Fora isso tem aquela série de Londres baseada no LONDON LONDON, o guia que lancei pra conhecer a cidade de metrô. Material todo gravado e parcialmente editado, no aguardo do patrocínio encantado, meio platônico, que flerta mas não chega junto. Já o PARIS PARIS va bien, vendeu 1.000 exemplares em 3 meses, melhor você garantir o seu antes que acabe. Sim, pode virar série de TV também. Bientôt.

Mas e a banda? Os Soundtrackers completam 9 anos agora em julho, estão nos planos um novo CD de estúdio e um DVD ao vivo, além de uma lojinha virtual com toda sorte de cacarecos que você quiser comprar. Shows especiais em teatros devem rolar, no mais agenda no site. E tome trilha.

Tá tudo muito bom, tá tudo muito bem, mas realmente… Quando você volta pra TV? A qualquer momento, em edição extraordinária, tô querendo. É apenas um intervalo, sou um bicho televisivo, daqui a pouco a gente volta. Nossos comerciais, por favor!

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Daqui a pouco a gente volta?

Minha TL do face tá lotada de fotos de amigos que deram uma ou várias entrevistas pro Jô. Mas essa história não tenho pra contar, porque nunca sentei no sofá do Gordo, apesar de ter sido convidado.

Em maio 2014 eu tava cheio dos projetos, tipo ex-BBB: Bate-Bola bombando às vésperas da Copa, banda rolando, restaurante temático da banda sendo inaugurado, livro novo sendo lançado. Minha assessoria de imprensa na época ligava avisando:

– Você vai no Jô pra falar da carreira e os Soundtrackers vão junto!

Putz, perfeito. Era o combo ideal, entrevista e musical no final. O melhor dos mundos. Aí começa a troca de e-mails com a produção, é foto antiga pra cá, DVD pra lá. Um deles ainda tenho guardado aqui:

Oi, Rodrigo,

Você pode me mandar as fotos neste email. Ah! Você tem como conseguir aquele vídeo seu e do Zico na ESPN? Em caso positivo, será que dá pra me mandar em MP4? Ou num disco? Outra coisa: durante a entrevista o Jô gosta de pedir umas palhinhas. Preciso que me mande o nome de umas duas (com cerca de um minuto, no máximo) pra eu incluir no roteiro. Vou te confirmar mais pra frente se o Willem vai fazer um musical inteiro com vocês.

Obrigada. Beijos. Tatiana”

Lá pelas tantas, rolou a famosa ligação da pré-entrevista. Por baixo 40 minutos ao telefone falando da vida, contando possíveis histórias interessantes e passagens engraçadas. Ao final do papo, um aviso normal:

– Vamos parar durante a Copa. Quando terminar, a gente volta a se falar e marca a data.

Dia 13/07/2014, Alemanha 7 x 1 Brasil. Dia 25/07/2014, Jô dá entrada no Sírio Libanês com infecção pulmonar. Mal o Gordo tinha voltado a gravar, foi pro estaleiro. Ficou 22 dias internado, fora de combate. A internet, claro, começou a especular e a boataria rolou solta. Jô chegou a dizer com o habitual senso de humor:

– A minha internação rendeu, morri várias vezes.

O Gordo voltou mais magro, um tanto abatido, com um fiapo de voz. Logo depois vieram as férias, pararam de gravar e eu perdi a vez, a fila andou. Até hoje guardo no envelope timbrado da Globo um DVD que mandei e foi devolvido quase um ano depois: a ideia era rodar um trecho do dia em que eu entrevistei o Jô para o saudoso Vitrine, em 2008, quando o apresentador comemorava 20 anos de sofá.

O gancho era o lançamento do CD “Remix em Pessoa”, onde ele declamava poesias de Fernando Pessoa ao som da trilha do meu amigo Billy, tecladista da Blitz. Jô me atendeu numa exclusiva depois da coletiva, estava visivelmente cansado, e eu ali meio pressionado com a responsa de entrevistar o entrevistador. E logo de cara, não sei se por sorte ou azar, rolou isso aqui.

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A lembrança que vou guardar é essa, sentado de frente pro Jô, mas do  outro lado do balcão. Fazendo perguntas ao invés de responder. E enquanto ouvia as respostas, lembrava do Viva o Gordo, do Veja o Gordo, do Jô Soares Onze e Meia, do Programa do Jô. Lembrava que aquele era o sujeito que teve peito de largar um humorístico consagrado e trocar de emissora pra realizar o sonho de fazer o primeiro talk-show da TV brasileira. E fez como ninguém, outro igual não vai ter. Tem que estudar na Suíça, morar no Copacabana Palace, contracenar com Oscarito, ser pioneiro em stand up, publicar livros, dirigir peças, trabalhar como jornalista, estrelar programa de humor e, além disso tudo, entrevistar qualquer um. Quem se habilitar, ganha um beijo do gordo. José Eugênio has left the building. Mas será que volta?

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29/11

“Estou, ao mesmo tempo, aliviado por estar fora do ar no momento e angustiado, porque se no ar estivesse poderia me solidarizar mais”. Publiquei isso mais cedo nas redes sociais, foi um desabafo. E sigo nesse dilema. Como eu acho que a gente escreve melhor do que fala, optei pelo post aqui no blog ao invés de uma live no face. Sim, estou falando da tragédia que ceifou quase um elenco inteiro em plena ascenção.

Praticamente virei a noite acompanhando a cobertura, ou o que os colegas conseguiram fazer à distância em plena madrugada com informações desencontradas. Estava indo dormir quando li a notícia:

“Avião que levava o time da Chapecoense faz pouso forçado na Colômbia”.

Daí virou queda, falha elétrica, falta de combustível. Falavam em 10 sobreviventes resgatados, nada de mortos. Depois, eram 5 retirados com vida dos destroços e “pelo menos” 25 mortos. Cochilei, acordei. Foi amanhecendo e o tamanho do estarrecedor evento se revelou: 75 mortos de 81 a bordo. Até o goleiro Danilo, resgatado com vida, não resistiu. De repente, o tal pouso forçado se transformou no maior desastre aéreo esportivo do mundo. Comecei a pensar nos colegas embarcados: PJ, Victorino, Mário Sérgio… e tantos outros. Caio Júnior, um lord, técnico moderno e boa praça que tanto entrevistei no “Bate-Bola”. A ficha começou a cair, as lágrimas também.

 

A cada homenagem que assistia, chorava mais um pouco. Liverpool, Zidane, Barça, Benfica. Tenistas argentinos, Bauza, Guns, Wembley e Allianz Arena vestidos de verde. Passei o dia desse jeito, grudado na TV e na internet, dando RT e trocando mensagens com os colegas tão atônitos quanto eu. Não me lembro de um dia assim, e olha que quando perdemos Senna e os Mamonas a barra foi pesada. Aí lembrei do WTC em 2001, que cheguei a cobrir daqui pela TV Cultura, mas o sumiço da Chape doía mais. Por quê?

Pelos colegas, talvez. Poderia ter sido qualquer um, afinal os times a imprensa passam as semanas  viajando de um lado pro outro. Mas não era “só” isso, o buraco era mais embaixo. Finalmente, o que era pra ser óbvio e ululante veio à tona: depois de 5 anos de ESPN, pertenço ao futebol. Foram 4 temporadas de BBs diários dividindo o espaço com os comentaristas e chamando os repórteres nos links espalhados pelo país. Aí veio o “Resenha”, mais um ano convivendo de perto com o jogadores e aprendendo os códigos de vestiário, o modus operandi da boleirada, ganhando a confiança de antigos ídolos.

Sendo parte da turma, o naipe do sofrimento começara a fazer todo sentido. A galera do avião era mais próxima do que eu imaginava, quase uma família. Definitivamente, entendi que, por mais que eu siga com a música e afins, não posso deixar o futebol. Trajano, sem saber, reacendeu a chama do garoto que colecionava PLACAR, virou amigo do Zico e foi reprovado na peneira do Fla. O dilema passou; eu não tava aliviado, e sim angustiado mesmo. Não sei quando e nem onde, mas vou voltar pra esse negócio aí. Dizem que não é só futebol, e não é mesmo. O que a gente viu nesse 29/11 vai muito além.

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#ForçaChape 

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O nome dele é Johnny

Canalha. Foi no Jô e nem avisou. Vi no susto, mas vi. Jô Soares, ícone indiscutível da TV brasileira, se derretendo pro João. Pra quem não sabe, os dois são amigos há tempos, de longos telefonemas e jantares. O Gordo era telespectador assíduo do clássico “Bate-Bola” do almoço que ia ao ar ao meio-dia e meia na ESPN, com Mauro, PVC e Lúcio de Castro. Um dia, como de hábito, João disparou um “canalha” no programa se referindo ao Jô, que assistia na hora e depois ligou na TV pra tirar satisfação. Viraram amigos, claro. E Jô passou a dar incertas no saudoso BB1.

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Nesses anos todos me perguntava: por que raios o Jô não leva logo o João ao programa? Hoje tive a resposta: era pra ser especial, não poderia ser uma entrevista qualquer. Tinha que ser aos 45 do segundo tempo, ao apagar das luzes, no ano em que o Gordo se despede do talk-show depois de quase 30 anos embalando o fim de noite dos brasileiros. Canalha falou dos livros que não acaba, mostrou fotos do início da carreira, tomou cerveja de Brotas, contou de quando passou a mão na bunda do Derico e, como não poderia deixar de ser, catou um violão e cantou America lindamente como já vi de perto umas mil vezes: Ventura Highway.

Em dado momento, Jô vira e fala:

“Você é um desperdício. Deveria ser mais bem aproveitado na TV, esportiva ou não”.

O Gordo sabe das coisas, são pelo menos 50 anos só de televisão.

Vou contar uma coisa aqui que nunca falei antes. Quando Trajano me ligou em fins de 2010 fazendo o convite pra que eu assumisse o então BB2, das 18h30, eu era telespectador eventual da ESPN. Via o “Linha de Passe” quase sempre, às vezes o “SportsCenter” e tinha ido ao “Loucos por futebol” e ao “Pontapé Inicial” como convidado. Bate-Bola? Não sabia do que se tratava, nunca tinha sequer ouvido falar. Uns 40 dias separavam o chamado em dezembro da estreia em janeiro de 2011, ou seja, era o tempo que eu tinha pra espiar o tal BB.

Confesso que estava um pouco inseguro; uma coisa é adorar futebol, ter feito peneira em clube e ser amigo do Zico, mas falar sobre futebol numa emissora referência ao lado de craques como Calçade, Juca e cia era outra história, o buraco era bem mais embaixo. Afinal, eu vinha de quase 10 anos cobrindo cultura. Tinha medo de não me encaixar no canal, do estilo de apresentação não combinar com o tema, mil grilos. Mas um dia eu liguei na ESPN na hora do almoço e vi o João. Inteligente, divertido, informado, gentil. De tão bom, chegava a ser canalha. Que homem. Deu um alívio, nem tudo estava perdido, talvez eu me encaixasse e conseguisse falar de futebol de um jeito mais relax, do meu jeito. Mas esse precedente só estava aberto porque o João estava lá, com um sorrisão aberto de “bem-vindo” no camarim, na troca de guarda entre um BB e um SC. Era quase uma licença poética no hard news boleiro que assola a TV paga quase 24h por dia. Um oásis brotense.

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João Carlos Albuquerque é o nome da fera. Apresenta, escreve, toca e canta como se não estivesse fazendo nada. Como os fãs de esportes gostam de dizer, é mito/monstro. Arnaldo Ribeiro diria: gênio. Galvão chamaria de fenômeno. Eu chamo de Johnny ou cachorro, o que ele realmente é. Mas é também o melhor apresentador esportivo da TV brasileira. Aliás, vamos tirar o esporte dessa, João é simplesmente o melhor.

Viva o Gordo. Viva o Canalha. Viva!

 

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Você não soube me amar

Ontem mesmo chamei para o 5 Discos nas redes sociais. E não é força de expressão, foi ontem mesmo a reprise do episódio com meu amigo Rappin’ Hood. Sim, o programa mal começou e já acabou, feito um raio. Nem 3 meses no ar e pimba, foi pra conta da crise.

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O passaralho deu um rasante no 900 da Paulista e derrubou a faixa jovem inteira da emissora, produzida pelo recém-premiado Núcleo de Criação, uma turma esperta de ex-alunos da Cásper Líbero com a missão de oxigenar a grade da emissora. Deu tão certo que pagou por isso: os programas eram tão diferentes dos tradicionais da casa que o mercado não comprou, a grana não entrou. E em tempos de crise, quem não se banca, dança. Segundo Maurício Stycer, do UOL, o corte pode bater em 70 pessoas. Tio Ronnie, o eterno príncipe, por muito pouco não foi destronado. Significa.

Mas como diria um outro amigo que nem teve tempo de vir aqui em casa ouvir uns discos: não adianta chorar que a nega já está lá dentro. Assinado: Lobão. Parece que alguns programas editados nem vão ao ar, uma pena, tomara que mudem de ideia e joguem ao menos na web. De qualquer maneira, os já exibidos repousam no canal do Youtube e podem ser revisitados sempre que der vontade, recomendo. Foi rápido mais foi gostoso, até emocionante; ver o Supla com os olhos marejados ouvindo Cat Stevens aqui na sala de casa não vai dar pra esquecer. Equipe azeitada, ideia bem sacada, cenário aconchegante. A repercussão tava ótima, nem os haters odiaram, praticamente zero dislikes em quase 15 edições. Mas a impermanência é implacável, segue o baile.

Tem muito fã do esporte sugerindo: aproveita e volta pra ESPN! Posso voltar? Claro, talvez, quem sabe. Mas saí não faz nem 3 meses, não tenho cara de chegar e dizer: opa, tamuzaí. Se um dia eles precisarem, sabem onde me achar; sou mosqueteiro honorário do Sumaré. Por enquanto sigo tocando a banda, tenho livro novo pra lançar e, de repente, uma rádio esportiva pra encarar. Prometendo voltar no próximo disco, no próximo show, ou em qualquer momento, em edição extraordinária! Gazeta, você não soube me amar.

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Luzes no futuro #Nelson70

Pouca gente sabe, mas faz 15 anos que não dou um passo na carreira sem consultar o “oráculo de ipanema”. Doutor em zen-vergonhice, Nelsomotta sempre tem uma dica preciosa, uma frase de efeito, um toque de classe pra dar ao discípulo aqui. Desde 2000, quando entrevistei Nelsinho para o canal universitário do Rio na época do lançamento de Noites Tropicais, troco animados e impublicáveis e-mails com o paulista mais carioca do velho oeste. Fora os encontro anuais, geralmente para entrevistas ou lançamentos de livros.

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Quando troquei RJ por SP e virei repórter do Vitrine apresentado pelo Tas, pedi a benção. Na hora de deixar a Cultura e partir pra ESPN, idem. Quando chegou o momento de zarpar do Bate-Bola – que ele sempre assistia – e partir para novas aventuras, a mesma coisa. E as mensagens, sempre divertidas, vem com a clássica assinatura:

“Estou de olho em você, gafanhoto. Beijos e bênçãos do seu guru de araque, Master Neo”

Sem contar os pitacos afiados que ele dá à distância nos outros projetos: orientações editoriais informais, críticas musicais (o último EP dos Soundtrackers foi elogiado) e, de quebra, conselhos sentimentais com a grife Motta. O livro do Tim, no qual musical e filme foram baseados, tive a honra de ler trechos em primeira mão, ainda em arquivos de word. O quadro pop-art Maia que vira e mexe aparece de fundo em entrevistas, levei pessoalmente debaixo do braço num Natal desses.

Ontem o “grasshopper” foi coletar mais um autógrafo do jornalista, compositor, escritor, roteirista, produtor musical e letrista, como diz a Wikipédia. Livro recomendadíssimo que vou devorar em dois ou três dias: “As sete vidas de Nelson Motta”. Como parte das comemorações dos 70 anos, também tem CD e especial de TV. Falando em dedicatórias, a primeira a gente nunca esquece:

“Menino, como você é simpático! Vejo luzes em seu futuro”

Quem sabe num futuro próximo o discípulo aqui não engata um projeto com o mestre? Vale tudo.

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London London (up date 5: Oxford)

Ok, ok… se o guia é sobre Londres, porque falar de Oxford? Simples: de algumas estações de metrô citadas no guia, partem trens para outros destinos da Inglaterra e do Reino Unido. De Paddington, por exemplo, dá pra ir pra Cardiff (País de Gales) e Oxford, destino escolhido dessa vez.

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Dá pra comprar o bilhete pouco antes de embarcar, os trens da First Great Western cobrem o trajeto o dia todo, com intervalos bem curtos. É aquele passeio na medida pra fazer um bate-volta caprichado, a viagem não passa de 1h, nada que uma playlist com 10 músicas não resolva. E é frescura zero, sem lugar marcado, free seating total. Algumas paradas depois e você chegará a uma das cidades universitárias mais famosas do mundo, assim como a eterna rival Cambridge, mas isso é assunto pra outro post.

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Oxford é a mais antiga das universidades de língua inglesa, segue no top 10 e desfila ex-alunos famosos: Bill Clinton, Tony Blais, J.R.R. Tolkien (Senhor do Anéis), Halley (sim, o do cometa) e até Oscar Wilde. Por tudo isso os campi viraram atração turística. Se você não se importar em desembolsar cerca de 15 pounds e “perder” 1h rodando de bumba, vai ter uma visão geral da cidade antes de bater perna sem rumo. E o melhor: depois de andar bastante, pode usar o mesmo bus pra voltar à estação de trem.

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Comecei o passeio pelo centro: a Carfax Tower,  que é a construção mais antiga da cidade, tem mais de mil anos. A vista de cima é bem legal e rende fotos bacanas. Ali perto, na Broad Street, ficam as lojinhas que a turistada adora, cheias de souvenirs universitários: camisetas, agasalhos, bonés, canetas e tudo mais. Dica: nos produtos oficiais vem estampado University of Oxford, os que dizem Oxford University são piratas, e bem mais baratos. A continuação da rua, George Street, é lotada de bares e restaurantes famosos: Bella Italia, Byron, Jamie’s Italian e vários outros importados de Londres. Também tem cinema, teatro e comércio em geral. Eu tracei um burger no O’Neill’s, que tem umas 50 unidades em solo britânico.

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E para os fãs de Harry Potter – me inclua fora dessa – visitar as locações da série é tiro certo. o tal salão de Hogwarts, por exemplo, é na verdade o hall da Christ Church. Depois disso tudo, como num passe de mágica, você vai voltar pra capital no mesmo dia e ainda aproveitar a noite londrina. Cheers!

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